Peropdontologia

A Periodontologia é a especialidade da Medicina Dentária dirigida à prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças que afetam o periodonto, ou seja, o conjunto de tecidos que incluem para além da gengiva, o osso e o ligamento periodontal, responsável por manter a firmeza dos dentes nos maxilares.

As doenças periodontais são provocadas pela acumulação de bactérias nos tecidos da cavidade oral. O depósito de placa bacteriana e de tártaro (placa bacteriana calcificada) no sulco existente entre a gengiva e os dentes origina uma inflamação crónica que destrói os tecidos que suportam a dentição.

Os sinais a que vale a pena atender

A doença periodontal instala-se devagar e quase sempre sem dor, o que explica que muitas pessoas só a descubram numa fase avançada. Os sinais precoces são a gengiva que sangra ao escovar ou ao usar o fio, que muda de cor e fica inchada, e o mau hálito persistente. Mais tarde surgem a retração da gengiva, que faz o dente parecer mais comprido e expõe a raiz, a sensibilidade ao frio, os espaços que se abrem entre os dentes e, na fase final, a mobilidade. Sangrar ao escovar não é normal, nem é sinal de que se está a escovar com força a mais.

Como se trata

O tratamento começa pela avaliação periodontal: mede-se a profundidade do sulco à volta de cada dente, regista-se onde há sangramento e recorre-se a radiografias para observar o nível do osso. Segue-se a remoção do tártaro e da placa bacteriana acima e abaixo da gengiva — a destartarização e o alisamento radicular —, feita em uma ou mais sessões conforme a extensão do problema. Algumas semanas depois há uma reavaliação, porque é a resposta dos tecidos que diz se o que foi feito basta ou se determinadas zonas exigem tratamento cirúrgico.

O que decide o resultado

O osso já perdido não regressa, e é por isso que o objetivo do tratamento é travar a doença e conservar os dentes que ainda estão firmes. Terminada a fase ativa entra-se numa fase de manutenção, com consultas periódicas cuja frequência é definida caso a caso: sem elas, a doença regressa. O tabaco é o fator de risco mais determinante, e a diabetes não controlada, o stress e alguns medicamentos também influenciam a evolução. Uma boca com doença periodontal ativa não é terreno para colocar implantes — tratá-la é o passo que vem primeiro.

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